Modelo de Ação de Cobrança de Comissão de Corretagem | 2026 | Ação de cobrança de comissão de corretagem baseada na intermediação eficaz do corretor, com demonstração do nexo causal entre sua atuação e a concretização posterior da venda do imóvel.
Como elaborar uma ação de cobrança de comissão de corretagem?
A ação de cobrança de comissão de corretagem exige demonstração clara de três elementos centrais: a existência do contrato, a atuação do corretor e o nexo causal entre a intermediação e o negócio concretizado.
A peça deve ser objetiva, bem estruturada e acompanhada de documentação mínima que evidencie a aproximação entre as partes.
Na prática, a construção da narrativa fática é o ponto mais relevante.
É essencial demonstrar que o corretor não apenas divulgou o imóvel, mas efetivamente aproximou comprador e vendedor, ainda que a venda tenha sido finalizada após sua dispensa. Esse detalhe costuma ser determinante para o êxito da demanda.
Quando a comissão de corretagem é devida?
Nos termos do art. 725 do Código Civil, a comissão é devida quando o negócio se realiza ou quando deixa de se concretizar por arrependimento das partes.
Art. 725. A remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação, ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes.
A jurisprudência também consolidou o entendimento de que a comissão é exigível quando há prova do resultado útil da intermediação.
APELAÇÃO. CORRETAGEM. Embargos monitórios. Cobrança de comissão de corretagem. Contrato de compromisso de compra e venda de imóvel. Distrato. Cobrança pela intermediária de comissão de corretagem. Sentença de improcedência dos embargos. - Comissão de corretagem. Tema nº 938, STJ. Cláusula redigida com destaque. Informação clara e expressa. Ausência de venda casada. - Intermediação que teve resultado útil. Art. 725 do Código Civil. Distrato que não afasta a exigibilidade da comissão de corretagem. RECURSO DESPROVIDO.
TJSP; Apelação Cível 1011774-25.2023.8.26.0286; Relator (a): Claudia Menge; Órgão Julgador: 32ª Câmara de Direito Privado; Foro de Itu - 3ª Vara Cível; Data do Julgamento: 18/06/2025; Data de Registro: 18/06/2025
Na peça, é recomendável destacar:
-
a efetiva aproximação entre as partes
-
a identificação do comprador apresentado
-
a posterior conclusão do negócio com o mesmo interessado
Esse encadeamento lógico fortalece o nexo causal e afasta alegações de atuação autônoma do vendedor.
O que não pode faltar na petição?
Para advogados que buscam um modelo funcional, alguns pontos não podem ser negligenciados:
-
contrato de corretagem ou qualquer prova da contratação
-
e-mails, mensagens ou registros que comprovem a intermediação
-
identificação do comprador apresentado
-
prova da venda efetivada
-
demonstração do valor da comissão pactuada
A ausência desses elementos costuma levar à improcedência, especialmente quando o réu sustenta que a venda ocorreu sem participação do corretor.
Como estruturar os fatos de forma estratégica?
A exposição dos fatos deve seguir uma linha cronológica simples:
-
contratação do corretor
-
divulgação e atuação profissional
-
apresentação do comprador
-
recusa inicial ou interrupção do negócio
-
dispensa do corretor
-
conclusão posterior da venda com o mesmo interessado
Essa sequência facilita a compreensão do magistrado e evidencia o vínculo entre a atuação do corretor e o resultado final.
É possível cobrar comissão mesmo após a dispensa do corretor?
Sim. Desde que comprovado o nexo causal, a dispensa não afasta o direito à comissão. O ponto central é demonstrar que o negócio somente foi possível em razão da atuação prévia do corretor.
Na prática, a prova documental ganha ainda mais relevância nesses casos, especialmente comunicações entre as partes e registros de visitas ou propostas.
Como provar a intermediação imobiliária?
A prova da intermediação pode ser feita por diversos meios:
-
trocas de e-mails
-
mensagens em aplicativos
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registros de agenda
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testemunhas
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propostas apresentadas
Não há exigência de forma específica, mas quanto mais robusto o conjunto probatório, maior a chance de procedência.
Qual o valor da causa na ação de corretagem?
O valor da causa deve corresponder ao valor da comissão de corretagem devida.
Em regra, considera-se o percentual ajustado sobre o valor da venda efetivada.
Como a inteligência artificial pode ajudar na elaboração da peça?
Ferramentas como a inteligência artificial do JusDocs permitem estruturar rapidamente modelos de ação de cobrança de comissão de corretagem, com base em parâmetros práticos e atualizados.
Na rotina do escritório, isso reduz tempo de elaboração, padroniza a qualidade das peças e auxilia na organização dos fundamentos jurídicos, especialmente em demandas repetitivas como cobranças de corretagem.
O uso estratégico dessas ferramentas não substitui a análise jurídica, mas potencializa a produtividade e a consistência técnica das petições.
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