Petição
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA $[PROCESSO_VARA] VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE $[PROCESSO_COMARCA] $[PROCESSO_UF]
Processo nº.$[processo_numero_cnj]
$[parte_autor_nome_completo], neste ato representado por sua sócia-administradora, $[parte_autor_razao_social], já devidamente qualificada aos autos em epígrafe, vem à presença de Vossa Excelência, por seus procuradores infra assinados, apresentar a presente
CONTESTAÇÃO
aos fatos narrados por $[parte_reu_nome_completo] à exordial, pelas razões de fato e de direito que passa a expor:
I — DOS FATOS
A versão apresentada pela autora na petição inicial não corresponde à realidade dos fatos.
Na noite do evento narrado, a autora se encontrava no estabelecimento e passou a proferir provocações e empurrões contra seu ex-namorado e a acompanhante dele. Ao ser solicitada pelos seguranças para que se afastasse, recusou-se e passou a agredir o ex-namorado, tentando rasgar sua camisa em plena pista de dança.
O primeiro segurança, ao abordá-la, verificou que estava bastante exaltada e insistia nas investidas. Considerando a desproporcionalidade de uso de força física por segurança masculino, chamou de imediato a segurança feminina para conduzir a abordagem. A segurança feminina solicitou novamente que a autora se afastasse; como ela recusou e passou a agredi-la, foi necessário imobilizá-la e conduzi-la até a saída do estabelecimento.
A autora resistiu à saída, obrigando a segurança a imprimir maior esforço físico para concluir a retirada e preservar a segurança dos demais frequentadores.
A função dos seguranças é zelar pela integridade física dos frequentadores. A atuação deles foi proporcional à situação e dirigida a fazer cessar a conduta da autora, que colocava em risco outros clientes do estabelecimento.
II — DO MÉRITO
II.1 — Da ausência de ato ilícito
A responsabilidade civil exige ato ilícito, dano e nexo de causalidade — nos termos dos arts. 186 e 927 do Código Civil. No caso concreto, os seguranças do réu não praticaram qualquer ato ilícito: agiram para proteger os demais frequentadores diante de conduta agressiva da autora, usando a força mínima necessária para conter a situação e conduzir a autora à saída.
O exercício regular do direito de segurança do estabelecimento não configura ato ilícito. A retirada da autora foi resposta proporcional à conduta dela — que agrediu fisicamente o ex-namorado e a segurança — e não ação arbitrária ou desproporcional.
II.2 — Da ausência de prova do dano
A autora não comprovou que as …