Direito Penal

Modelo de Resposta à Acusação em Crime de Estupro | Absolvição | Adv.Leticia

Resumo com Inteligência Artificial

Modelo de resposta à acusação em crime de estupro, pleiteando absolvição por insuficiência de provas. A defesa argumenta que a acusação baseia-se apenas em depoimentos da vítima, sem evidências concretas, invocando o princípio do in dubio pro reo e a necessidade de provas robustas para a condenação.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA $[processo_vara] VARA REG.NORTE DE VIOL. DOM. E FAM.CONT.MULHER - $[PROCESSO_COMARCA] - $[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

Autos nº: $[processo_numero_cnj]

Autor: $[parte_autor_nome_completo]

Acusado: $[parte_reu_nome_completo]

 

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo], já devidamente qualificado nos autos vem, respeitosamente perante a Vossa Excelência, por seus advogados infra-assinados apresentar:

 

RESPOSTA À ACUSAÇÃO

 

Com fulcro no art. 396 do Código de Processo Penal, pelas razões de fato e de direito abaixo aduzidas.

 

I – DOS FATOS

 

Conforme a peça acusatória, conforme se infere do inquérito policial que embasa esta peça, a ofendida $[geral_informacao_generica], foi obrigada a com ele coabitar como companheira, inclusive constrangida a manter relação sexuais com o réu.

 

Assim, conforme a denúncia, o acusado encontra-se incurso nas sanções previstas no artigo 213 do Código Penal.

 

1- DO DIREITO

1.1 - Da ausência de provas

 

Conforme podemos observar a Denúncia Excelência, a mesma tem sua base formada apenas por depoimentos das vítimas, as únicas pessoas que presenciaram o acontecimento, além do acusado.

 

Em nosso sistema processual penal acusatório, cabe ao Ministério Público, com provas robustas, comprovar a real existência do delito, não baseando sua acusação apenas em depoimentos da vítima.

 

Vale ressaltar que o Inquérito Policial que cominou na peça acusatória, não consta nenhuma prova que os abusos foram realizados do acusado.

 

O Direito Penal brasileiro possui dentre vários princípios, o do in dúbio pro reo, em que, havendo dúvida quanto à autoria do delito, deve-se absolver o réu, e para que haja a condenação é necessária a real comprovação da autoria e da materialidade do fato, caso contrário, o fato deve ser resolvido em favor do acusado.

 

É como assevera a decisão do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul:

 

“EMBARGOS INFRINGENTES. FURTO DE UMA ÉGUA. ANIMAL ENCONTRADO NA PROPRIEDADE DO ACUSADO. PROVA ORAL CONSTITUÍDA APENAS DO DEPOIMENTO DA VÍTIMA. DÚVIDA SOBRE A AUTORIA. ABSOLVIÇÃO. A prova produzida não foi capaz de demonstrar ter sido o réu o autor do furto do animal encontrado em sua propriedade. O processo penal não autoriza conclusões condenatórias baseadas em suposições ou indícios pouco robustos. A prova deve estar clara, escorreita e sem ensejar qualquer dúvida para resultar condenação. Caso contrário, imperativa a absolvição. Prevalência do voto vencido. Embargos acolhidos. Por maioria."(Embargos Infringentes e de Nulidade Nº 70030654552, Terceiro Grupo de Câmaras Criminais, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Carlos Alberto Etcheverry, Julgado em 21/08/2009).

 

No mesmo rumo, o entendimento majoritário de que não sendo o conjunto probatório suficiente para afastar toda e qualquer dúvida quanto à responsabilidade criminal do acusado, mister é a prolação de sentença absolutória.

 

Assim sendo, concluímos que em matéria de condenação criminal, não bastam meros indícios. A prova da autoria deve ser lógica e livre de dúvida, pois só a certeza autoriza a condenação no juízo criminal. Não havendo provas suficientes, a absolvição do réu deve prevalecer.

 

1.2 - Da Justa Causa

 

Apenas a declaração das supostas vítima de um crime não é suficiente para deflagrar a ação penal contra o acusado de cometê-lo. Conforme será demonstrado no desenrolar do processo, as provas até então coligidas, em que pese depor de forma deliberada contra o Acusado, no sentido de incriminá-lo, não possui força suficiente, em si e por si, para referendar qualquer veredicto adverso.

 

A denúncia da pratica delitiva, não se configura quando a afirmação é proferida no calor da discussão.

 

A doutrina se …

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