Direito do Consumidor

[Modelo] de Ação Declaratória de Inexistência de Débito | Danos Morais e Negativação Indevida

Resumo com Inteligência Artificial

Ação de inexistência de débito com pedido de danos morais por negativação indevida. Requer tutela antecipada para suspensão do protesto e exclusão do nome da autora dos órgãos de proteção ao crédito, alegando que a cobrança é ilegal e sem lastro contratual.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA $[PROCESSO_VARA] VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE $[PROCESSO COMARCA] $[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo],$[parte_autor_nacionalidade], $[parte_autor_estado_civil], $[parte_autor_profissao], portador do $[parte_autor_rg] e inscrito no $[parte_autor_cpf], residente e domiciliado na $[parte_autor_endereco_completo], vem, mui respeitosamente perante V. Exa. através dos procuradores in fine assinados, propor a presente

 

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C PEDIDO DE DANOS MORAIS

 

em face de empresa $[parte_reu_razao_social], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no $[parte_reu_cnpj], com sede na $[parte_reu_endereco_completo], pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos:

 

1. DOS FATOS

 

A segunda requerida, sem qualquer lastro de compra e venda ou prestação de serviço, emitiu a duplicata mercantil nº. $[geral_informacao_generica], no valor de R$ 880,00 (oitocentos e oitenta reais), com vencimento para o dia 11/06/2012, figurando como sacada a requerente e sacador/beneficiário a segunda requerida.

 

Após o fato acima narrado, a requerida cedeu o “suposto crédito” ao requerido.

 

Não fosse o bastante a ilegalidade, a duplicata foi levada a protesto por falta de pagamento, e consequentemente a empresa autora foi inserida no rol de não pagadores dos Órgãos de Proteção ao Crédito.

 

Ocorre que referido título foi apontado para protesto indevidamente, haja vista que a Duplicata Mercantil enviada para protesto é totalmente imprópria e ilegal, posto que inexista qualquer débito vencido com a requerida.

 

Ora, se o título foi emitido sem causa, tampouco poderia ser apontado em protesto, pois a requerida/cessionária não prestou serviços para a requerente, sendo assim, é totalmente abusivo levar o título a protesto, e o pior, querer obrigá-lo a efetuar pagamento do título. 

 

A requerida, reconhecendo a gravidade do equívoco e engano, já enviou carta de anuência a empresa autora. 

 

Por sua vez, buscando se desvincular desta situação vexatória, a autora procurou o Cartório de Protesto de Letras e Títulos que detém o protesto da duplicata mencionada. Este, por sua vez, lhe informou que somente poderia retirar o protesto com a carta de anuência de ambas requeridas (documento anexo).

 

Desde então, a autora vem exercendo diariamente uma maratona de ligações às duas empresas requeridas visando minimizar os danos suportados. Muito embora  as requeridas dizem a autora que o impasse será solucionado, contudo, até a presente data o nome da autora continua com restrição sem qualquer solução por parte das requeridas.

 

Considerando-se então, que as requeridas submeteram a autora indevidamente ao constrangimento de constar na lista dos Órgãos de Proteção ao Crédito, busca-se com a presente ação a declaração da inexistência de dívida da autora para com as requeridas; bem como, condenar as requeridas a recompor os danos morais duramente suportados pela autora.

 

2. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

 

O Código de Defesa do Consumidor, identifica e estabelece em seus artigos, hipóteses em que determinadas pessoas são considerados como consumidores, e serem abrangidos pelas peculiaridades que a mencionada legislação coloca à disposição da parte considerada mais frágil na relação negocial.

 

A par dessa análise, verificamos que a autora se inclui na figura do consumidor, conforme estabelece o artigo 17 do mencionado regramento, já que fora vítima de um evento provocado pelas requeridas, pois o protesto levado a efeito e a inclusão da autora na lista dos Órgãos de Proteção ao Crédito não têm nenhum fundamento válido, como se demonstrará, agindo as requeridas sem o mínimo de cautela.

 

Assim, requer-se a aplicação nesta demanda da legislação consumeirista, com inversão do ônus da prova, já que a autora é destinatário da proteção do Código de Defesa do Consumidor.  

 

3. DA INEXISTÊNCIA DE DÉBITO

 

Conforme dito, oportunamente demonstrado, a autora não possui débitos com o requerido/Fundo de Investimento e muito menos a segunda requerida.

 

A requerente, em verdade, outrora já comprou produtos e utilizou serviços da empresa ora requerida, porém, sempre honrou suas obrigações.

 

Ocorre que, por motivos desconhecidos, a requerida emitiu uma duplicada mercantil cobrando prestação serviços em favor da autora, que, jamais se beneficiou, e ainda, não obstante, cedeu esse crédito a um Fundo de Investimento, este, em seu turno, enviou indevidamente o título à protesto.

 

Portanto, não há qualquer motivo que justificasse o apontamento do título em protesto, ou seja, as requeridas não são credoras da requerente. Logo, não existindo quaisquer vendas ou obrigações feitas com a autora que o responsabilizasse, INEXISTE QUALQUER DÉBITO a ser reclamado. 

 

Sendo assim, a medida de rigor que se impõe é a declaração de inexistência de débito e nulidade da Duplicata Mercantil abaixo discriminada:

 

Duplicata Mercantil

Vencimento

Valor

Emissão

Motivo

Nº 4171-2/2

11/06/2012

R$ 880,00

16/02/2012

Falta de Pagamento

 

4. DA CULPA E DOS DANOS MORAIS

 

Em relação à culpa, salta aos olhos a responsabilidade das rés, eis que a requerida emitiu uma duplicata sem justa causa e posteriormente cedeu um crédito inexistente, já o requerido/Fundo de Investimento, apontou indevidamente o título sem causa e entalhou o nome da autora nos Órgãos de Proteção ao Crédito.

 

São incontestes, os conceitos vexatórios que são dados as pessoas e sociedades empresarias inclusas nos rol’s dos mal pagadores, os quais são citados, no mais das vezes, como “caloteiros” etc.

 

Atualmente, no mercado competitivo em que vivemos, é indubitável os inúmeros prejuízos e danos decorrentes da inclusão no rol de mal pagadores, por tal razão, a autora pretende ser ressarcida dos danos de ordem moral, que vem suportando pela cobrança indevida efetuada pelo requerido.

 

O presente pleito encontra ampla …

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