Direito do Consumidor

[Modelo] de Ação de Repetição de Indébito | Ressarcimento por Seguro Não Contratado

Resumo com Inteligência Artificial

Autor busca ressarcimento em dobro de valores cobrados indevidamente por seguro não contratado vinculado a empréstimo. Alega venda casada e pede a devolução dos valores com juros e correção monetária, além de custas e honorários advocatícios.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO Do ___ JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE CIDADE - UF

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome Completo, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do Inserir RG e inscrito no Inserir CPF, residente e domiciliado na Inserir Endereço, vem à presença de Vossa Excelência, por seu procurador, propor

AÇÃO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO

em face do BANCO Razão Social, pessoa jurídica de direito privado, sociedade de economia mista de capital aberto, inscrito no Inserir CNPJ, com sede local situada na Inserir Endereço, que faz pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos:

DOS FATOS

O autor fez empréstimo consignado em folha de pagamento com o Banco Réu no valor R$ 78.480,00 (setenta e oito mil quatrocentos e oitenta reais), parcelado em 96 vezes, com taxa de juros mensal de 1,66% a.m e de 19,92% a.a, sendo que ficou uma parcela de R$ 1.917,69 (hum mil novecentos e dezessete e sessenta e nove centavos).

 

O empréstimo foi referente ao refinanciamento de outro empréstimo, também consignado, sendo que o autor se submeteu ao refinanciamento em virtude de dificuldades financeiras.

 

Ocorre que, no momento do empréstimo, para o valor ser liberado, o gerente do Banco Réu condicionou a contratação de um seguro no valor de R$ 9.258,23 (nove mil duzentos e cinquenta e oito reais e vinte e três centavos), conforme contrato anexo. Com o acréscimo do seguro, o valor do financiado foi para R$ 90.540, 41 (noventa mil quinhentos e quarenta reais e quarenta e um centavos).

 

Assim, o Autor busca a devolução dos valores cobrados indevidamente, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

DO ENQUADRAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 

A norma que rege a proteção dos direitos do consumidor, define, de forma cristalina, que o consumidor de produtos e serviços deve ser abrigado das condutas abusivas de todo e qualquer fornecedor, nos termos do art 3º do referido Código. 

 

Com esse postulado, o Réu não pode eximir-se das responsabilidades inerentes à sua atividade, dentre as quais prestar esclarecimentos e retificar sua conduta, visto que se trata de um fornecedor de produtos que, independentemente de culpa, causou danos efetivos a um de seus consumidores.

DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

Demonstrada a relação de consumo, resta consubstanciada a configuração da necessária inversão do ônus da prova, conforme disposição legal:

 

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor: (...) VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências

 

A inversão do ônus da prova é consubstanciada na impossibilidade ou grande dificuldade na obtenção de prova indispensável por parte do Autor, sendo amparada pelo princípio da distribuição dinâmica do ônus da prova implementada pelo Novo Código de Processo Civil:

 

Art. 373. O ônus da prova incumbe:

I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;

II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.

§ 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.

 

Trata-se da efetiva aplicação do Princípio da Isonomia, segundo o qual, todos devem ser tratados de forma igual perante a lei, observados os limites de sua desigualdade. Nesse sentido, a jurisprudência orienta a inversão do ônus da prova para viabilizar o acesso à justiça:

 

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA. PARTE COM MAIOR CONDIÇÃO DE PRODUÇÃO. (..) DECISÃO FUNDAMENTADA. POSSIBILIDADE. I ? O § 1º do art. 373 do CPC consagrou a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova ao permitir que o juiz altere a distribuição do encargo se verificar, diante da peculiaridade do caso ou acaso previsto em lei, a impossibilidade ou excessiva dificuldade de produção pela parte, desde que o faça por decisão fundamentada, concedendo à parte contrária a oportunidade …

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