Direito de Propriedade

[Modelo] de Ação de Reintegração de Posse | Esbulho e Indenização por Danos

Resumo com Inteligência Artificial

Ação de reintegração de posse em face de invasores de imóvel. Autoras alegam esbulho e tentativas frustradas de desocupação. Pedem justiça gratuita, reintegração, indenização por danos e pagamento de débitos de água, luz e IPTU, além de aluguel por uso indevido do imóvel.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CIDADE - UF

 

 

 

 

 

 

 

Nome Completo, maioridade, neste ato representada por sua genitora Representante Legal, portadora do Inserir CPF, residentes e domiciliadas na Inserir Endereço,  e Nome Completo, nacionalidade, estado civil, profissão, portadora do Inserir RG e inscrita no Inserir CPF, residente e domiciliado na Inserir Endereço, assistidas juridicamente por seu procurador  infra-assinado, devidamente constituído pelo instrumento  procuratório-mandato  acostado (doc. 1), ao qual indica o endereço eletrônico e profissional, onde recebe notificações e intimações, nos termos do art. 77, inciso V,  CPC/2015 “in fine”, vêm perante Vossa Excelência, com o devido acato e respeito de estilo, com fundamento nos artigos 1º, inciso III; art. 5º caput e art. 5º, XXII,  art. 6º,  todos da Constituição Federal/88;   com fulcro nos artigos   1.210 do  Código Civil (C.C /2002),  consoante com art. 73, § 1o, II,  e  arts.  554 a 568 ; combinados com  art. 287 ;  art. 319 e art. 320 do Código de Processo Civil (CPC/2015),  expor, ponderar e  propor  a presente,

AÇÃO  DE  REINTEGRAÇÃO  DE  POSSE, CUMULADA COM  PERDAS  E  DANOS

em  face de Nome Completo, nacionalidade, estado civil, profissão, inscrita no Inserir CPF e Inserir RG,  e Nome Completo, nacionalidade, estado civil, profissão, inscrito no Inserir CPF e Inserir RG, residentes e domiciliados na Inserir Endereço, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos:

I - PRELIMINARMENTE

a) DA GRATUIDADE  DA JUSTIÇA

 In casu, as AUTORAS não possuem condições de pagar as custas e despesas do processo sem prejuízo próprio ou de sua família, conforme consta da declarações de hipossuficiências,  anexo. Ademais, há previsão no  artigo  5º, LXXIV  e  LXXVII  da CFRB/88 e art. 98 e 99, CPC/2015, estabelece normas para a concessão da assistência judiciária aos legalmente necessitados, autorizando a concessão do benefício da gratuidade judiciária frente à mera alegação de necessidade, que goza de presunção – juris tantum – de veracidade, milita em seu favor a presunção de veracidade das declarações de pobreza por elas firmado. 

 

Desse modo, as AUTORAS entendem fazer  jus à concessão da gratuidade de Justiça.  Insta ressaltar que entender de outra forma seria impedir os mais humildes de ter acesso à Justiça, garantia maior dos cidadãos no Estado Democrático de Direito.

 

Pelo exposto, com base na garantia jurídica que a lei oferece, postula as AUTORAS  a concessão do benefício da justiça gratuita, em todos os seus termos, a fim que sejam isentas de quaisquer ônus decorrentes do presente feito.

II. DOS FATOS

Em Janeiro de 1993, NomeNome iniciaram um relacionamento amoroso e marital. Apesar  de Nome ser muito jovem, resolveram morar juntos.  Este relacionamento evoluiu para união estável e posteriormente, casamento, conforme documentos carreados, anexo (doc. 05 e  18 )

 

Logo no inicio da relação, o casal, com objetivo de constituir família, adquiriu o imóvel de forma legitima, mansa e pacífica, localizado na  Informação Omitida,  conforme  consta no IPTU e Cadastro Imobiliário da Prefeitura de Informação Omitida, registro na Informação Omitida, consoante faz prova de documentos que junta à presente. Objeto desta  demanda, anexo (doc. 10  a   16)  .

 

Insta  ressaltar que o aludido imóvel era  de “madeira” , com muito esforço do casal e privações de ordem social e muita economia, conseguiram reformar e reconstruir o imóvel em “alvenaria”, conforme  esta descrito no Cadastro Imobiliário da Prefeitura de Manaus, anexo (doc. 10) .

 

Ainda  na década de 90, A senhora Informação Omitida,  mãe  de Nome, veio a morar junto com o casal no referido imóvel, localizado na  Informação Omitida

 

Posteriormente,  a família do casal (Nome e Nome) aumentou com nascimento de suas filhas, NomeNome, anexo (doc. 07 e 08 ).  Por motivos particulares,  o casal  resolveu  morar  em outro bairro. 

 

Não obstante, o  casal   permitiu   que  a senhora   Informação Omitida  (mãe de Nome) continuasse a residir no imóvel citado. 

 

No  ano  de 2013,  Nome veio a óbito (doc. 06). Nome, viúva de Nome, por questões  familiares e humanitárias permitiu que   Informação Omitida continuasse a residir no imóvel, localizado na   Informação Omitida

 

No entanto, em  05  abril de 2016,  Informação Omitida veio a óbito.

 

Após o óbito da Senhora  Informação Omitida, no dia seguinte, 09 de abril de 2016,  o imóvel  foi invadido (esbulhado) pela senhora  Nome e seu  (companheiro) Nome.

 

Apesar disso, e não obstante as insistentes tentativas das AUTORAS que, sem sucesso, tentaram amigavelmente fazer com que os invasores, ora RÉUS  restituíssem o imóvel. A verdade é que estes  permanecem  irredutíveis, negando-se a devolver a posse às AUTORAS.

 

 Em recentíssimo,  dia  27/04/2017, nova tentativa foi realizada, porém sem sucesso. A senhora  Nome,  se recusa a deixar o imóvel livre e desimpedido,  inclusive,  ameaçou a AUTORA, objeto do boletim de ocorrência datado de 30/04/17, anexo (doc. 17).

 

A senhora  Nome e seu companheiro, usam e gozam do imóvel  de toda  a sorte e abuso.  O imóvel está  em  depreciação, inclusive com  água e luz cortada por falta de pagamento.  Há dividas acumuladas de    Água, luz e IPTU do referido imóvel esbulhado,  conforme demonstrado as inadimplências, anexo ( doc. 11; doc. 15 e  doc. 16).

 

Portanto,  é  evidente e cristalino  o esbulho  sofrido pelas  AUTORAS  em virtude dos RÉUS  não desocuparem  o bem imóvel.  Tudo o que se pede está em conformidade  com os arts. 555, § único, 560, 561, 562  , 563 e 566, todos  do CPC/2015 c/c 1.210 do CC. 

 

Tendo as AUTORAS suas pretensões resistidas,  a  posse do  RÉUS passou a ser viciada e precária. Portanto,  não restou alternativa às AUTORAS senão  buscar o judiciário para resolução da crise jurídica, ora instalada, com a presente  ação de reintegração de posse.

 

Esses  são os fatos, em que há  de  se  aplicar o direito.

 

Esses  os fatos, há que  se  aplicar o direito.

DAS CARACTERÍSTICAS  DO IMÓVEL

Características do imóvel  conforme   Cadastro  Imobiliário  da Prefeitura de Manaus NR  103147 , in verbis:

 

• (*Fonte:  Prefeitura de   Informação Omitida–  Cadastro  Imobiliário NR  103147 )  - anexo (doc. 10)

Dados do imóvel, conforme registro na prefeitura de  Informação Omitida, (doc. 10):

 

Endereço do Imóvel

 Informação Omitida

 

Testada7.41m

Comprimento 7.41m

Área do terreno 264.23m²

Área Const. Unidade 43.76m²

Área Total Const. 200.23m²

Revest. Fachada REBOCO

Tipo de Construção CASA

Uso do Imóvel RESIDENCIAL

Estrut. da Construção CONCRETO

Cadastro  Imobiliário NR  103147

DOS DÉBITOS DO IMÓVEL

Os valores dos débitos do aludido  imóvel  se compõem da seguinte forma a saber:    dividas/débitos em aberto referente a energia , agua e IPTU:

 

a) Dividas/débitos em aberto referente a consumo de  Água inadimplidos- valor  R$ 1.458,54 – ( hum mil quatrocentos e cinquenta e oito reais e cinquenta e quatro centavos) ( doc. 15);

 

b) Dividas/débitos em aberto referente ao IPTU inadimplidos- valor  R$ 1.840,76; - – ( hum mil oitocentos e quarenta reais e setenta e seis centavos)- ( doc. 11);

 

c) Dividas/débitos em aberto referente a Energia inadimplidos- valor R$  5.296,90 – (cinco mil duzentos e noventa e seis reais e noventa centavos)- ( doc. 16);

 

Atualmente, as dividas  do imóvel estão na ordem de R$ 8.596,20 ( oito mil quinhentos e noventa e seis reais e vinte centavos)  devido a inadimplência, dos ora requeridos.  Eis que,  desde já  se requer o adimplemento a ser pagos  pelos RÉUS nos termos da Lei.

III.   DA LEGITIMIDADE ATIVA

No texto constitucional de 1988, prestigia e assegura  a todos  o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. As AUTORAS  no interesse de agir são Legitimadas a acionarem  o poder judiciário pelo mecanismo  Constitucional previsto no artigo  5º,  e XXXIV, alínea “a”, art. 5º, XXII da CFRB/88, consoante com art. 17 ;   art. 70  e art. 560 do CPC.

IV.   DA LEGITIMIDADE PASSIVA

No contexto, provado pelas AUTORAS  ;  a  posse  esbulhada;  tornar-se-ão   os  RÉUS  parte  legitima o polo passivo,  nos termos  do arts.  561,  inciso I, II,  III  e IV,   a   564  da  - Lei 13.105/2015 – CPC.

V. DA COMPETENCIA  DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA 

Conforme  previsão constitucional  art. 125  e parágrafos , consoante com a  Constituição Estadual do Amazonas; o TJ competente para julgar  e …

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