Petição
EXMO. JUIZ FEDERAL DA ___ª VARA FEDERAL E JUIZADO ESPECIAL FEDERAL CÍVEL DE CIDADE
PROCESSO N° Número do Processo
Nome Completo, instituição financeira sob a forma de empresa Informação Omitida, inscrita no Informação Omitida sob o nº Inserir CNPJ, com sede em Informação Omitida e Informação Omitida, com endereço na Inserir Endereço, por seus procuradores judiciais, infra assinado, infra assinado (procuração anexa), com escritório profissional à Endereço do Advogado, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, nos autos da AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO c/c PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA, que lhe move Nome Completo, pessoa física, oferecer sua
CONTESTAÇÃO
pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.
I — DOS FATOS
Trata-se de ação declaratória de inexistência de débito cumulada com indenização por danos morais, na qual a autora alega não possuir conta corrente junto à requerida nem ter firmado contratos de empréstimo, mas que seu nome foi inscrito nos órgãos de proteção ao crédito em razão de parcelas em atraso referentes a três contratos que afirma nunca ter celebrado.
II — DO DIREITO
II.1 — Da ausência de responsabilidade da requerida — fraude praticada por terceiro
Os contratos foram firmados mediante apresentação de documentos da autora e das informações necessárias à contratação. As informações fornecidas eram idênticas às utilizadas para abertura da conta poupança que a autora admite ter junto à requerida. Se a autora foi vítima de fraude, a requerida também foi — prestou os serviços de boa-fé, sem receber a devida contraprestação, e não tinha como identificar a irregularidade no momento da contratação.
O art. 14, §3.º, II, do Código de Defesa do Consumidor exclui a responsabilidade do fornecedor de serviços quando comprovada a culpa exclusiva de terceiro:
"Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como pelas informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
[...]
§3.º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
[...]
II – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro."
O ato ilícito foi praticado por terceiro que se fez passar pela autora, utilizando seus documentos. Quando o fato de terceiro é causa exclusiva do dano, equipara-se ao caso fortuito ou força maior e afasta a responsabilidade do agente aparente. A requerida não tem qualquer participação no ato fraudulento e não pode ser responsabilizada por ele.
II.2 — Da inexistência de dano moral — inscrição preexistente legítima
A autora já constava nos órgãos de proteção ao crédito por inscrição anterior realizada pelo …