Petição
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CIDADE - UF
Proc.: Número do Processo
O MUNICÍPIO DE Razão Social, por intermédio de seu órgão de representação jurídica, vem mui respeitosamente e com todo o acatamento à elevada presença de vossa excelência, na Ação Ordinária de Anulação de Ato Administrativo, proposta por Nome Completo, apresentar sua veemente
CONTESTAÇÃO
por negatória, geral, formal e peremptória, aduzindo o que adiante segue:
Trata-se de Ação Ordinária de Anulação de Ato Administrativo proposto por Nome Completo, ao argumento que vem sofrendo assédio por questões políticas e que as modificações de local e horário de trabalho, bem como o indeferimento de licença para tratar de familiar, não foram motivadas. É o breve resumo.
I – DAS ALEGAÇÕES DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA
Ad argumentandum tantum, seus argumentos são inócuos e não apresentam qualquer relação com a realidade dos fatos. As alegações de perseguição política são infundadas, além de carecer de demonstração cabal pelo Autor, conforme se vê no seguinte julgado:
DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO INOMINADO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. ALEGAÇÃO DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, ASSÉDIO INSTITUCIONAL E CONSTRANGIMENTOS FUNCIONAIS. TRANSFERÊNCIA DE LOTAÇÃO, EXCLUSÃO DE GRUPO INSTITUCIONAL E UTILIZAÇÃO DE FICHA FUNCIONAL. AUSÊNCIA DE PROVA ROBUSTA. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Recurso inominado interposto contra sentença do Juízo do Juizado Especial Cível da Comarca de Guaraí/TO, que julgou improcedente pedido de indenização por danos morais fundado em suposta perseguição política, assédio institucional e constrangimentos funcionais praticados pelo Município. 2. A sentença considerou inexistente ato administrativo abusivo ou persecutório, e ausente prova de dano moral indenizável, com base em pedido escrito de remoção, compatibilidade das funções exercidas com laudos médicos e inexistência de nexo causal entre os atos e a suposta lesão. 3. O recurso reiterou as alegações iniciais e defendeu que o conjunto de atos administrativos configura assédio moral e perseguição política. 4. O recorrido apresentou contrarrazões pelo desprovimento do recurso, sustentando a legalidade dos atos e ausência de prova do dano moral. II. QUESTÕES EM DISCUSSÃO 5. A questão em discussão consiste em saber se o conjunto de atos administrativos praticados pelo Município configurou assédio institucional e perseguição política aptos a ensejar indenização por dano moral. III. RAZÕES DE DECIDIR 6. Concedida a gratuidade judiciária ao recorrente. 7. As alegações de perseguição política e assédio institucional não foram acompanhadas de prova robusta, limitando-se a interpretações subjetivas e isoladas. 8. Restou comprovado que o recorrente requereu sua remoção para a unidade escolar rural, houve solicitação administrativa de laudos médicos atualizados, as funções exercidas eram compatíveis com a condição de saúde e a exclusão de grupo de WhatsApp decorreu de motivo técnico, sem prova concreta de prejuízo funcional. 9. Inexistem prova de exposição vexatória, humilhação pública ou perseguição reiterada, bem como ato administrativo com vício de finalidade. 10. Ausente dano moral e nexo de causalidade, inexiste responsabilidade civil do ente público. IV. DISPOSITIVO E TESE 11. Recurso conhecido e não provido. Tese de julgamento: A ausência de prova robusta quanto …