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Modelo de alegações finais em ação penal por tráfico de drogas e porte de arma, defendendo a absolvição do acusado por insuficiência de provas, destacando a ausência de testemunhas e instrumentos típicos do tráfico. Inclui pedidos subsidiários de desclassificação e aplicação de penas reduzidas.
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Entrar em contatoA absolvição pode ocorrer quando não houver provas suficientes de que a substância apreendida era para venda, como a ausência de testemunhos de usuários, de flagrante de venda, e de instrumentos típicos do tráfico, como balança e embalagens separadas. Se a quantidade de droga for compatível com uso pessoal, deve-se considerar a desclassificação para porte para uso pessoal.
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE CIDADE – ESTADO DE UF
AÇÃO PENAL Nº Número do Processo
Nome Completo, Acusado já devidamente qualificado no feito em epigrafe, por seu defensor dativo nomeado (Nomeação de fl. 117 dos autos), comparece respeitosamente à ilustrada presença de Vossa Excelência, a fim de apresentar
O acusado responde pela prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35 da Lei n.º 11.343/2006 e no art. 14, caput, da Lei n.º 10.826/2003. Em seu interrogatório judicial, o acusado confessou ser usuário de drogas, mas negou a prática do tráfico. Quanto ao porte da arma de fogo, não negou a apreensão.
A condenação pelo crime de tráfico de drogas exige prova segura e produzida em contraditório de que a substância apreendida era destinada à venda — não bastam suposições apuradas na fase policial.
No caso concreto, nenhum usuário afirmou ter comprado drogas do acusado. Os policiais não presenciaram qualquer venda. Não foram apreendidos instrumentos típicos do tráfico — como balança, embalagens preparadas para venda ou caderno de devedores. A quantidade apreendida é compatível com uso pessoal, e o próprio acusado confessou ser usuário.
O art. 155 do CPP veda a condenação fundada exclusivamente em elementos colhidos na fase investigativa. A prova produzida em juízo não supre essa exigência — e o acusado não pode ser condenado por tráfico com base em suposições não confirmadas em contraditório.
O art. 35 da Lei n.º 11.343/2006 exige associação estável e permanente entre duas ou mais pessoas, com finalidade específica de praticar reiteradamente o tráfico. O mero conhecimento entre os acusados ou o encontro ocasional no mesmo local não é suficiente.
No caso concreto, não há prova de vínculo estável, permanente e com divisão de tarefas voltadas ao tráfico entre o acusado e o codenunciado. Ausente essa prova, a absolvição pelo art. 35 é medida …
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A associação para o tráfico exige a presença de um vínculo estável e permanente entre duas ou mais pessoas, com a finalidade específica de praticar o tráfico de drogas reiteradamente. A simples associação ocasional ou conhecimento entre os acusados não é suficiente para configurar o crime.
Sim, a ineficiência de uma arma de fogo pode afetar a tipicidade do crime de porte ilegal, já que sem potencialidade lesiva, não há perigo que o tipo penal visa prevenir. No entanto, essa questão é controversa e deve-se verificar o entendimento atual dos tribunais sobre o tema.
Sim, é possível e recomendável pedir o tráfico privilegiado como pedido subsidiário à absolvição. Isso não implica renúncia à tese principal e pode garantir redução de pena caso haja condenação, desde que o acusado preencha requisitos como primariedade e bons antecedentes.
Para adaptar o modelo, deve-se analisar cuidadosamente os elementos probatórios, como a quantidade de droga apreendida e a ausência de instrumentos do tráfico. Também é necessário verificar provas de associação estável para o tráfico e a eficiência da arma apreendida, além de avaliar a aplicação do tráfico privilegiado.
Se a arma apreendida for ineficiente, deve-se pesquisar os posicionamentos atuais dos tribunais sobre a tese de atipicidade e calibrar a defesa conforme o entendimento prevalente. A ineficiência pode ser usada para sustentar a atipicidade da conduta.
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