Direito do Consumidor

[Modelo] de Ação Indenizatória por Danos Morais e Estéticos | Vício de Produto em Cosmético

Resumo com Inteligência Artificial

Ação indenizatória por danos morais e estéticos, decorrente de vício em protetor solar. A autora pleiteia gratuidade da justiça, inversão do ônus da prova, e indenizações de R$510,00 por danos materiais, R$10.000,00 por danos morais e R$10.390,00 por danos estéticos. Requer também a realização de audiência de conciliação.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA $[PROCESSO_VARA] VARA CÍVEL DA COMARCA DE $[PROCESSO_COMARCA] - $[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo],$[parte_autor_nacionalidade], $[parte_autor_estado_civil], $[parte_autor_profissao], portador do $[parte_autor_rg] e inscrito no $[parte_autor_cpf], residente e domiciliado na $[parte_autor_endereco_completo], vem, mui respeitosamente perante V. Exa. através dos procuradores in fine assinados, propor a presente

 

INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, MATERIAS E ESTÉTICOS

 

em face de: $[parte_reu_razao_social], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no $[parte_reu_cnpj], com sede na $[parte_reu_endereco_completo]onde deverá ser citada, pelos motivos de fato e de direito a seguir narrados:

 

DAS PRELIMINARES

DOS BENEFÍCIOS DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA

 

Informa a Requerente sob as penas da lei que não possui condições financeiras de arcar com o pagamento das custas processuais sem prejuízo do próprio sustento e de sua família, trazendo aos autos seus extratos bancários, carteira de trabalho e declaração firmada acerca de sua hipossuficiência, REQUERENDO DESDE LOGO A GRATUIDADE DA JUSTIÇA nos termos assegurados pelo art. 98 e seguintes do Código de Processo Civil.

 

DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

 

Inicialmente verificamos que o presente caso trata-se de relação de consumo, sendo amparada pela lei 8.078/90, que trata especificamente das questões em que fornecedores e consumidores integram a relação jurídica, principalmente no que concerne a matéria probatória.

 

Tal legislação faculta ao magistrado determinar a inversão do ônus da prova em favor do consumidor conforme seu artigo 06º, VIII:

 

"Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

[...]

VIII- A facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiência".

 

Da simples leitura deste dispositivo legal, verifica-se, sem maior esforço, ter o legislador conferido ao arbítrio do juiz, de forma subjetiva, a incumbência de presentes o requisito da verossimilhança das alegações ou quando o consumidor for hipossuficiente, a inversão do ônus da prova.

 

Assim, presentes a verossimilhança do direito alegado e a hipossuficiência da parte autora para o deferimento da inversão do ônus da prova no presente caso, dá-se como certo seu deferimento.

 

DOS FATOS

 

Em setembro de 2019, a Autora adquiriu numa farmácia (situada na cidade de $[geral_informacao_generica]), o produto Protetor solar, fabricado pela empresa Ré.

 

Apesar do uso do produto ter ocorrido dentro das especificações contidas em bula, logo após a utilização do produto, a Autora percebeu uma ardência, até achou que fosse normal, após o período de 10 minutos, sentiu uma queimação na pele, obrigando a requerente a lavar o rosto imediatamente, foi dormir e no dia seguinte ao se olhar no espelho, constatou que seu rosto estava com manchas escuras (fotos anexas).

 

Desesperada, procurou sua esteticista, que iniciou imediatamente um tratamento para anular a ardência, queimadura e manchas de sua pele.

 

Ressalte-se, também, que o consumidor de tal produto é essencialmente alguém que tem interesse em manter ou até mesmo melhorar o aspecto de sua cútis, não esperando, em hipótese alguma, o surgimento de situação adversa como esta que ocorreu com a Autora.

 

Indignada, a Autora fez uma reclamação no site “Reclame Aqui”, e até a presente data obteve qualquer retorno da empresa requerida.

 

Ante a omissão da ré ante a situação elencada por produto de sua responsabilidade, não restaram alternativas, senão o provimento jurisdicional.

 

FUNDAMENTOS DA DEMANDA

DOS DANOS MATERIAIS E MORAIS

 

É evidente que a Autora, consumidora de determinado produto estético, busca, ao adquirí-lo, alcançar os resultados prometidos tanto em publicidade quanto nos panfletos internos à embalagem que prometem.

 

Entretanto, assim que passa a utilizar o produto, a autora vê seu rosto tomado por manchas, o que lhe causa profundo desapontamento e tristeza.

 

Há de se salientar neste ponto, que as manchas são no rosto, o que agrava ainda a situação de descontentamento.

 

É cediço que todo o Ordenamento Jurídico Pátrio protege a imagem e personalidade do individuo, elevando ao patamar de Direito e Garantia Fundamental sua inviolabilidade.

 

Neste sentido, o artigo 5º de nossa Constituição preceitua:

 

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

[...]

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; 

[...]

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;”

 

É certo que o artigo 186 do Código Civil, estabelece que o ATO ILÍCITO pode ser configurado pela AÇÃO ou OMISSÃO do agente, que por dolo ou culpa, cause prejuízo a outrem:

 

Art. 186. Aquele que, por açã…

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