Direito Civil

[Modelo] de Ação Anulatória | Indenização por Abertura Fraudulenta de Microempresa

Resumo com Inteligência Artificial

Ação anulatória de ato jurídico federal e indenização por danos morais, devido à abertura fraudulenta de microempresa em nome da autora. Requer a anulação do cadastro e indenização de R$15.000, além de gratuidade de justiça e tutela de urgência para cancelamento imediato do registro.

61visualizações

3downloads

Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO DE $[PROCESSO_COMARCA] - $[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo], $[parte_autor_estado_civil], $[parte_autor_profissao], $[parte_autor_rg],$[parte_autor_cpf] , residente e domiciliado $[parte_autor_endereco_completo],por meio de seu advogado constituído, vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 319 e seguintes do Código de Processo Civil, propor

 

AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO FEDERAL  COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

contra $[parte_reu_razao_social], pessoa jurídica de direito público interno, inscrita no CNPJ sob o n. $[parte_reu_cnpj], com sede $[parte_reu_endereco_completo] pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir aduzidos. 

 

I. DA COMPETÊNCIA

 

Embora a causa não tenha valor superior à 60 (sessenta) salários mínimos, o que atrairia a competência do Juizado Especial Federal, há previsão expressa na legislação de regência de que “não se incluem na competência do Juizado Especial Cível as causas” que busquem a “anulação ou cancelamento de ato administrativo federal, salvo o de natureza previdenciária e o de lançamento fiscal” (art. 3º, §1º, inciso III, da Lei n. 10.259/2001), motivo pelo qual a competência para o seu julgamento é de uma das Varas Federais desta Subseção de Caraguatatuba/SP.

 

II. DO PEDIDO DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA

 

A autora requer, nos termos dos artigos 98 e seguintes do Código de Processo Civil, a concessão dos benefícios da gratuidade da justiça, haja vista não possuir recursos para pagar custas, despesas processuais e honorários advocatícios sem o sacrifício do necessário para manutenção de sua vida e de sua família, conforme declaração de hipossuficiência e documentos anexos. 

 

A autora aufere a renda de apenas um salário-mínimo, proveniente do seu emprego como auxiliar de comércio na empresa $[geral_informacao_generica], conforme demonstra a Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS anexa. A renda, contudo, além de baixa, é toda vertida para a subsistência de autora e de sua família, como já afirmado.

 

Há que se informar, ainda, que a contratação dos serviços advocatícios foi realizada na modalidade ad exitum, não despendendo a autora de nenhum valor para propositura da presente ação.

 

Ademais, de acordo com o art. 99, §4º do CPC, “a assistência do requerente por advogado particular não impede a concessão da gratuidade da justiça”, que, aliás, pode ser formulada na inicial, na contestação ou em qualquer outra fase processual (art. 99, caput, CPC), presumindo-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida por pessoa natural (art. 99, § 3º, CPC).

 

É o que se requer.

 

III. DOS FATOS E FUNDAMENTOS JURÍDICOS

 

Em fevereiro de 2021, a autora descobriu, por meio de uma citação de um processo judicial (Processo n. $[geral_informacao_generica], em trâmite pelo Juízo da 3ª Vara do Juizado Especial Cível de $[geral_informacao_generica]), que o seu nome e documentos foram utilizados para a abertura de cadastro de microempreendedor individual por meio do Portal do Empreendedor, mantido pela Governo Federal.

 

A empresa denominada $[geral_informacao_generica], inscrita no CNPJ sob o n. $[geral_informacao_generica], segunda consta das informações extraídas da Receita Federal (documentos anexos), foi aberta em 05.10.2020, semanas após terem sido extraviados os documentos pessoais da autora, conforme comprova o boletim de ocorrência anexo.

 

Embora tenham utilizado seu nome, documentos pessoais e endereço, a autora jamais solicitou abertura de cadastro em seu nome e jamais exerceu atividades como microempreendedora. Prova disso é o fato da autora manter vínculo trabalhista desde 02.03.2015, ou seja, há mais de 05 (cinco) anos, conforme demonstra a CTPS anexa.

 

Tendo isso em vista, tem-se que o ato jurídico de abertura de empresa e cadastro de microempreendedora em nome da autora fora realizado de maneira fraudulenta, sem o seu consentimento e sem a verificação necessária pelo poder público federal, razão pela qual deve ser anulado, de maneira a cancelar a abertura da empresa.

 

A situação fática revelou, ainda, uma grave falha no sistema de cadastramento de microempreendedores mantido pela ré, visto que possibilitou a criação de empresa em nome da autora por terceiras pessoas que detinham os seus dados e documentos. Essa grave vulnerabilidade já fora percebida pelo Poder Judiciário. 

 

Nesse sentido, destaca-se o seguinte trecho de acórdão do E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região :

 

O sistema criado pelo Governo Federal para criação da pessoa jurídica do microempreendedor, no Portal do …

Assine JusDocs

O conteúdo completo desta peça é exclusivo para assinantes do Plano Básico

Tenha acesso imediato a esta e muitas outras Petições elaboradas por advogados especialistas.

Assine agora e cancele quando quiser.
Avançado
R$ 99,90
/mêsFaturado mensalmente

+30 mil petições utilizadas na prática

Busca avançada de Jurisprudência

Jurimetria Inteligente Saiba sua real chance de êxito em cada processo

Petições Premium atualizadas e revisadas pelo JusDocs

Fluxogramas jurídicos para auxiliar na tomada de decisão

Editor de documentos com inteligência artificial

Gerador de Petições com IA
5 créditos /mês

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceitar", você concorda com nossa Política de Privacidade.