Direito Civil

[Modelo] de Impugnação à Contestação em Ação Indenizatória | Descontos Indevidos em Conta Bancária

Resumo com Inteligência Artificial

Impugnação à contestação de banco em ação de indenização por descontos indevidos em conta. A autora alega nunca ter contratado o serviço que gerou as cobranças e refuta as alegações do réu sobre falta de provas e ilegitimidade. Pede a procedência da ação e indenização por danos morais e materiais.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA $[PROCESSO_VARA] VARA FEDERAL DA COMARCA DE $[PROCESSO_COMARCA]/$[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

Processo nº $[processo_numero_cnj]

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo],  já qualificada nos autos de indenização que move em face de $[parte_reu_nome_completo], vem, por seu advogado adiante assinado, diante da Contestação apresentada, apresentar

 

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO

 

pelas razões de fato e de direito que passa a expor.

 

1. SÍNTESE FÁTICA E PROCESSUAL

 

Trata-se de ação de repetição de indébito c/c danos morais proposta em razão de a autora ter notado descontos crescentes em sua conta junto a empresa ré, o que primeiramente pensou se tratar de uma taxa de manutenção da conta, mas ao perceber que o valor vinha crescendo ao longo dos anos e que a nomenclatura do desconto também havia mudado, resolveu entrar em contato com o banco para verificar do que se tratava. 

 

Após várias tentativas, descobriu que os descontos eram referentes a Caixa Beneficente dos Servidores do Brasil. Acontece que a autora nunca contratou tal produto ou sequer é servidora pública, não entendendo o porquê da cobrança.

 

Apesar das tentativas de cancelamento do desconto e devolução dos valores junto a parte ré, não obteve êxito, razão pela qual foi necessária a propositura da presenta demanda.

 

Em resposta, a ré contestou, afirmando, preliminarmente, a ausência do interesse de agir por ausência de provas mínimas do alegado e ilegitimidade passiva da CEF e, no mérito, defendeu a inexistência de dano material e moral e inaplicabilidade do CDC.

 

No entanto, nada trouxe a Requerida que pudesse abalar o disposto na peça inaugural, como se passará a demonstrar.

 

2. DAS PRELIMINARES

 

Conforme já mencionado e em consequência do corriqueiro Ctrl+c/Ctrl+v adotado na defesa das grandes empresas como é o caso da ré, esta alegou ausência no interesse de agir, por entender não haver prova alguma que comprove “suposto empréstimo fraudulento”. 

 

Ora, incialmente impera esclarecer que o que ocasionou a presente demanda não foi um empréstimo, mas sim descontos indevidos por mais de 6 anos referente ao produto “Caixa Beneficente dos Servidores do Brasil (CBSB)”, o qual a autora nunca concordou em contratar, até porque nem servidora pública é.

 

Em relação a alegação de ausência de provas, esta não merece ouvidos, posto que a autora juntou à inicial todos os extratos bancários capazes de comprovar os descontos em “débito automático” desde 2016, não havendo outro tipo de prova que ela pudesse fazer para comprovar a não contratação do produto/serviço. 

 

Portanto, devidamente preenchidos os requisitos do art. 373, I do CPC.

 

Pugnou também pela ilegitimidade passiva da Caixa Econômica Federal, defendendo que este serviço é operacionalizado exclusivamente pela CBSB, que é uma associação dos servidores públicos localizada no Rio de Janeiro.

 

Ora Exa., a autora pode afirmar que nunca contratou tal serviço, até porque NÃO É SERVIDORA PÚBLICA, e não faz ideia de como tal cobrança surgiu em sua conta.

 

Fato que confirma ainda mais a natureza obscura e duvidosa dessa contratação, é que a ré admite ter entrado em contato com a mencionada associação, e que nem esta nem a ré possuem registro algum de contrato com a parte autora.

 

Porque NÃO EXISTE CONTRATO.

 

Tanto reconhece a culpa, que o assunto nos e-mails que juntou aos autos é descrito como “débito não autorizado”.

 

Portanto, também não há o que se falar em ilegitimidade passiva da ré, pois esta sim é contratualmente responsável por proteger e zelar pelos dados e movimentações bancárias de seus clientes, o que neste caso deixou de fazer.

 

3. DO MÉRITO

 

A Ré requer a inaplicabilidade do CDC e o afastamento da inversão do ônus da prova, argumentando que não desrespeitou nenhum princípio ou direito consumerista e que os requisitos do art. 6, VIII do CDC não foram preenchidos.

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