Direito Previdenciário

[Modelo] de Ação Revisional do FGTS | Inconstitucionalidade da TR e Correção Monetária

Resumo com Inteligência Artificial

A autora propõe ação revisional do FGTS, pleiteando a declaração de inconstitucionalidade da TR como índice de correção monetária e requerendo o pagamento das diferenças devidas desde 1999, com base no IPCA ou INPC, alegando prejuízos pela aplicação inadequada da TR.

4visualizações

1downloads

Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA $[PROCESSO_VARA] VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE $[PROCESSO_COMARCA] - $[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo],$[parte_autor_nacionalidade], $[parte_autor_estado_civil], $[parte_autor_profissao], portador do $[parte_autor_rg] e inscrito no $[parte_autor_cpf], residente e domiciliado na $[parte_autor_endereco_completo], vem com a devida vênia perante V. Exa., por meio de seu procurador subscrito propor a 

Ação Revisional - Correção Monetária do FGTS

contra CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, instituição financeira inscrita sob o CNPJ de n° $[parte_reu_cnpj], sediada $[parte_reu_endereco_completo], pelos seguintes fatos e fundamentos.

 

RESUMO DA DEMANDA 

DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA

 

► Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS)

► Índice de correção monetária aplicado: TR

► Índice aplicável não garante reajuste

► Substituição do índice

►Tema 810 STF

 

Tutela provisória

Justiça gratuita

Prioridade idoso

Doença grave

 

CONTAS PASSÍVEIS DE REVISÃO

EMPRESACONTA FGTSINÍCIOFIMVALOR

1 $[geral_informacao_generica] JAN-99 MAR-03 R$ 3.278,79

2 $[geral_informacao_generica]FEV-05 MAR-09 R$ 968,79

3 $[geral_informacao_generica]SET-03 ATUAL R$ 9.641,33

TOTALR$ 13.888,91

 

1. PRELIMINARMENTE

1.1. DA JUSTIÇA GRATUITA

 

Inicialmente, afirma a parte autora que não tem condições de arcar com eventual ônus processual sem prejuízo do seu sustento próprio e de sua família. Assim, faz uso da declaração de hipossuficiência, bem como apresenta seus comprovantes de rendimentos, ora carreados, a fim de sustentar o pedido para a concessão dos benefícios da justiça gratuita. 

 

Portanto, desde já, a parte autora pugna pelo deferimento do benefício da Justiça Gratuita, cujo qual detém a condição de ser beneficiária. 

 

1.2. LEGITIMIDADE PASSIVA DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

 

Posto que a lide versa sobre correção monetária dos depósitos de FGTS, sobressai irrefutável a legitimidade passiva e exclusiva da Caixa Econômica Federal, conforme precedentes do STJ, senão vejamos:

 

AÇÃO RESCISÓRIA. ADMINISTRATIVO. FGTS. CORREÇÃO DOS SALDOS DAS CONTAS VINCULADAS. DIFERENÇAS DE EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. TEMA JÁ PACIFICADO NO STJ. PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. 1. A matéria referente à correção monetária das contas vinculadas ao FGTS, em razão das diferenças de expurgos inflacionários, foi decidida pela Primeira Seção deste Superior Tribunal, no REsp n. 1.111.201 - PE e no REsp n. 1.112.520 - PE, de relatoria do Exmo. Min. Benedito Gonçalves, ambos submetidos ao regime do art.543-C do CPC e da Resolução n. 8/08 do STJ, que tratam dos recursos representativos da controvérsia, publicados no DJe de 4.3.2010. (...) 3. Quanto às demais preliminares alegadas, devidamente prequestionadas, esta Corte tem o entendimento no sentido de que, nas demandas que tratam da atualização monetária dos saldos das contas vinculadas do FGTS, a legitimidade passiva ad causam é exclusiva da Caixa Econômica Federal, por ser gestora do Fundo, com a exclusão da União e dos bancos depositários (Súmula 249/STJ). (AR 1.962/SC, julgado em 08/02/2012, DJe 27/02/2012) (grifamos)

 

Ainda nesse sentido a Súmula 249 do Superior Tribunal de Justiça: “A Caixa Econômica Federal tem legitimidade passiva para integrar processo em que se discute correção monetária do FGTS”. Assim, a presente ação se dirige exclusivamente contra a Caixa Econômica Federal, conforme pacificamente definido pela jurisprudência pátria.

 

1.3. DA PRESCRIÇÃO

 

No que tange ao prazo prescricional, já está amplamente assentado na doutrina e jurisprudência, que em relação ao pleito de correção monetária do FGTS, a prescrição é trintenária. Neste sentido, decisão do STJ:

 

FGTS. CORREÇÃO DOS SALDOS DAS CONTAS VINCULADAS. DIFERENÇAS DE EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. TEMA JÁ JULGADO PELO REGIME DO ART. 543-C DO CPC E DA RESOLUÇÃO N. 8/08 DO STJ, QUE TRATAM DOS RECURSOS REPRESENTATIVOS DE CONTROVÉRSIA. (...) 4. Outrossim, não deve prevalecer a interpretação da recorrente quanto à ocorrência de prescrição quinquenal, pois este Tribunal já decidiu que é trintenária a prescrição para cobrança de correção monetária de contas vinculadas ao FGTS, nos termos das Súmula 210/STJ: "A ação de cobrança das contribuições para o FGTS prescreve em (30) trinta anos". (...) (REsp 1150446 RJ 2009/0143136-0, Julgamento: 10/08/2010, SEGUNDA TURMA, DJe 10/09/2010) (grifamos)

 

Assim, a ação ora proposta não está alcançada pela prescrição trintenária, conforme se demonstrará adiante.

 

2. DA SÍNTESE FÁTICA

 

A parte autora, desde tenra data, exerceu atividade laboral formalizada em sua CTPS. Tal circunstância consubstanciou o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) desde, pelo menos, 1999.

 

Ocorre que, desde 1999, o FGTS não está sendo corrigido adequadamente, devido a aplicação da TR (Taxa Referencial) sob seus saldos. Isso porque, a TR não faz a correção monetária do saldo do fundo capaz de acompanhar o índice inflacionário, que é garantia oferecida pelas Leis nº 5.107/66 e nº. 8.036/90, art. 9º alínea N, II. 

 

Vale reafirmar que as contas do FGTS devem ser atualizadas, mensalmente, com juros de 3% ao ano mais correção monetária que acompanhe o índice inflacionário da nossa economia, hoje compreendido pelo índice IGP-M ou IPCA. 

 

Do contrário, a inobservância de tal preceito, infere prejuízos econômicos aos trabalhadores que detém saldos junto à conta de FGTS, pois o valor destes saldos, cujo qual o empregado pode dispor apenas sob determinadas circunstâncias, é corroído pelo índice inflacionário que vem aumentando vertiginosamente.

 

Conforme extratos analíticos do FGTS que ora se anexa, parte autora possui depósitos efetuados, pelo menos desde 1999, que sofreram, e vêm sofrendo, correção pela TR (Taxa Referencial).

 

Sendo assim, a parte autora vem sofrendo prejuízo, o qual deve ser estancado pelo Poder Judiciário. O prejuízo referido vem apurado pela planilha anexa, que o próprio TRF4 disponibiliza aos jurisdicionados para que possam aferir os eventuais danos incorridos pela aplicação da TR em comparação ao índice IGP-M ou IPCA.

 

3. DO DIREITO

 

A Taxa Referencial (TR) é o índice de correção monetária atualmente aplicado sob os saldos do FGTS, nos termos do Art. 13 da Lei 8.036/1990 e Art. 17 da Lei 8.177/91. Ocorre que a TR não tem promovido a devida atualização do saldo existente na conta do autor, uma vez que se encontra em patamar muito inferior àqueles utilizados para indicação do percentual de inflação, como é o caso do IPCA ou do INPC.

 

A TR não pode ser considerada como índice capaz de corrigir a variação inflacionária da moeda, não servindo, portanto, como índice de correção monetá…

Assine JusDocs

O conteúdo completo desta peça é exclusivo para assinantes do Plano Básico

Tenha acesso imediato a esta e muitas outras Petições elaboradas por advogados especialistas.

Assine agora e cancele quando quiser.
Avançado
R$ 99,90
/mêsFaturado mensalmente

+30 mil petições utilizadas na prática

Busca avançada de Jurisprudência

Jurimetria Inteligente Saiba sua real chance de êxito em cada processo

Petições Premium atualizadas e revisadas pelo JusDocs

Fluxogramas jurídicos para auxiliar na tomada de decisão

Editor de documentos com inteligência artificial

Gerador de Petições com IA
5 créditos /mês

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceitar", você concorda com nossa Política de Privacidade.