Direito Previdenciário

[Modelo] de Ação Previdenciária para Concessão de Pensão por Morte | Negativa do INSS e União Estável

Resumo com Inteligência Artificial

A autora busca a concessão de pensão por morte do companheiro, negada pelo INSS por falta de comprovação da união estável. Alega ter mantido relacionamento duradouro e solicita a tutela de urgência, além da justiça gratuita devido à sua condição financeira.

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Sobre este documento

Petição

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da ___ Vara da Seção Judiciária do Estado do UF

 

                             

 

 

 

 

 

 

Nome Completo, nacionalidade, estado civil, profissão, portadora do Inserir RG e inscrita no Inserir CPF, residente e domiciliada na Inserir Endereço, assistida juridicamente por seu  procurador  devidamente constituído pelo instrumento de  mandato anexo, conforme art. 39 do CPC (doc. 01) “in fine”, com fundamentos fáticos e jurídicos a seguir delineados nos termos do artigo 1º, inciso III  da CF/88; artigos.  1º; 2º;  8º ; 17, 19; 24 e  25 da Convenção Americana- Decreto 678/92 ; combinado com   § 3º do artigo 226 da CFRB/88; consoante com  art. 16, I, § 4º, e  art. 74   da Lei n.º 8.213/91;  e  Lei n.º 9.278/96;  art. 22, § 3º, do Decreto nº 3.048/99 e Instrução Normativa INSS/PRES Nº 77/2015 e demais aplicadas à espécie, vem perante Vossa Excelência, com o devido acato e respeito de estilo , ajuizar a presente 

AÇÃO PARA CONCESSÃO DE PENSÃO POR MORTE COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA DE NATUREZA ANTECIPADA

contra INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), pessoa jurídica de direito público, na pessoa do  superintendente regional, com endereço à Inserir Endereço,  pelos fatos e fundamentos que que passa a expor:

I. PRELIMINARMENTE

a) DA GRATUIDADE  DA JUSTIÇA

In casu, a Parte Autora não possui condições de pagar as custas e despesas do processo sem prejuízo próprio ou de sua família, conforme consta da declaração de hipossuficiência  em anexo. Ademais, há previsão no  artigo  5º,  incisos XXXIV ;  LXXIV  e  LXXVII  da CFRB/88 e art. 98 e 99, CPC/2015, consoante inteligência do parágrafo único, do artigo 2º da Lei n.º 1.060/50,   com as alterações introduzidas pela Lei n.º 7.510/86, estabelecem normas para a concessão da assistência judiciária aos legalmente necessitados, recepcionadas por todas as Constituições que lhe sucederam, em seu artigo 4º, § 1º, somado ao art. 1º da Lei nº 7.115, de 29 de agosto de 1983, que dispõe sobre a prova documental nos casos que indica, autorizam a concessão do benefício da gratuidade judiciária frente à mera alegação de necessidade, que goza de presunção – juris tantum – de veracidade, milita em seu favor a presunção de veracidade da declaração de pobreza por ela firmada

 

Desse modo,  a Parte Autora  faz jus à concessão da gratuidade de Justiça, portanto, insta ressaltar que entender de outra forma seria impedir os mais humildes de ter acesso à Justiça, garantia maior dos cidadãos no Estado Democrático de Direito.

 

Pelo exposto, com base na garantia jurídica que a lei oferece, postula a  Parte Autora  a concessão do benefício da justiça gratuita, em todos os seus termos, a fim que sejam isentos de quaisquer ônus decorrentes do presente feito.

b) DO ENDEREÇO ELETRÔNICO

A Parte Autora, não possui endereço eletrônico.

 

O endereço eletrônico da parte Ré é desconhecido, destarte, não há infringência ao inciso II,  na forma do  § 3o    do art. 319  Código de Processo Civil. 

c) DA PRIORIDADE NA TRAMITAÇÃO - MAIOR DE 60 ANOS

É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 80 (oitenta) anos, em qualquer instância, senão veja o disposto no §1º, do art.71 do Estatuto do Idoso:

 

§ 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo, fazendo prova de sua idade, requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito, que determinará as providências a serem cumpridas, anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo.

 

 

A Parte Autora encontra-se, tecnicamente, amparada pelo ESTATUTO DO IDOSO,  em virtude de possuir mais de  80 anos de idade, eis que desde já requer os benefícios da lei a seu favor.

II. DOS FATOS

A Parte Autora manteve com o de cujus, Informação Omitida, um relacionamento duradouro, público e contínuo, por mais de 50 (cinquenta) anos, desde 1965, no mesmo endereço,  que se encerrou apenas com o óbito na  data de 06 de Janeiro de 2018 , conforme certidão anexa, deste último, caracterizando, desta forma, a figura da união estável.

 

Após o óbito do seu companheiro, a Parte Autora, em 22 de Janeiro de 2018, requereu administrativamente, nos termos do art. 74 da Lei n.º 8.213/91, o benefício de pensão por morte junto à agência da Previdência Social, conforme  anexo (doc. 08).

 

Porém, o INSS indeferiu administrativamente, o benefício pleiteado, alegando que “por falta da qualidade de dependente, não foi reconhecido o direito ao benefício pleiteado, tendo em vista que os documentos apresentados não comprovam a união estável em relação ao segurado instituidor”, conforme  anexo (doc. 09).

 

Logo, busca a tutela jurisdicional do Estado para ver garantido o seu direito.

III. DA LEGITIMIDADE ATIVA

A  Parte Autora  é legitimada a acionar o poder judiciário encontra-se amparada pelo texto constitucional previsto na Carta Magna/88 consoante com  art. 17 e  art. 70  ambos do  CPC. In verbis:

 

art. 50, XXXV  “ a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”; CFRB/88.  

art. 17.   Para  postular  em juízo é necessário ter interesse e legitimidade. CPC/2015.

art. 70.  Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar em juízo.

 

Neste contexto, o caso em tela se amolda perfeitamente nos dispositivos  constitucionais e infraconstitucionais, ao pleito.

IV. DA FUNDAMENTAÇÃO JURIDICA 

A pretensão da Parte Autora vem amparada no art. 74 da Lei n.º 8.213/91, que disciplina:

 

Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, a contar da data:      

I - do óbito, quando requerida até noventa dias depois deste;       (Redação pela Lei nº 13.183, de 2015)

II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior;        

III - da decisão judicial, no caso de morte presumida.

 

Logo, para a concessão do benefício de pensão por morte é necessário o preenchimento dos seguintes pressupostos: a) a ocorrência do evento morte; b) a demonstração da qualidade de segurado do de cujus e; c) a condição de dependente de quem objetiva a pensão, requisitos preenchidos pela Parte Autora conforme se demonstrará a seguir.

 

O óbito do companheiro da Parte Autora está comprovado por meio da certidão de óbito anexa.

 

A condição de segurado do de cujus, por sua vez, também restou devidamente comprovada, uma vez que possuía a qualidade de segurado à época do óbito. 

 

Por fim, tem-se o requisito da qualidade de dependente daquele que está pleiteando a pensão com relação ao de cujus, a qual, na hipótese, é presumida por força de lei, conforme disciplina o art. 16, I, § 4º, da Lei n.º 8.213/91  :

 

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido

(...)

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada 

(grifou-se).

 

Ademais, no que toca à qualidade de companheira, a Constituição Federal de 1988 estendeu a proteção dada pelo Estado à família para as entidades familiares constituídas a partir da união estável entre homem e mulher, nos seguintes termos:

 

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 

(...)

§ 3º: Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento 

(grifou-se)

 

O legislador ordinário, por sua vez, regulamentou tal dispositivo constitucional na Lei n.º 9.278/96, que dispõe:

 

Art. 1º. É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, …

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