Direito Civil

[Modelo] de Impugnação à Contestação em Ação de Alienação Judicial | Defesa de Legitimidade e Nulidade Contratual

Resumo com Inteligência Artificial

Impugnação à contestação em ação de alienação judicial, defendendo a legitimidade do autor e refutando alegações da requerida sobre carência de ação e partilha. Argumenta-se a nulidade de contrato de compra e venda por falta de formalidades e má fé da requerida. Pedido de deferimento da petição inicial.

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Sobre este documento

Petição

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA $[processo_vara] ª VARA DA COMARCA DE $[PROCESSO_COMARCA] - $[PROCESSO_UF]

 

 

 

 

 

Autos nº $[processo_numero_cnj]

DE ALIENAÇÃO JUDICIAL

 

 

 

 

 

$[parte_autor_nome_completo] já qualificado nos autos acima epigrafados vem, com acatamento e respeito, perante V. Exa., apresentar

 

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO

 

nos seguintes termos.

 

I. Da Preliminar Evocada

 

"A ação judicial é um direito que todos têm de movimentar a máquina judiciária para pedir proteção, fazendo cessar a violação de um direito subjetivo, desde que tenha interesse econômico ou moral."

 

Equivoca-se a requerida ao argüir carência de ação pôr faltar ao autor interesse moral. O interesse moral a que se refere o parágrafo único, do artigo 76 do Código Civil, segundo Maria Helena Diniz, "é o concernente à honra, à liberdade, ao decoro, ao estado de pessoa e à profissão do autor ou de sua família."

 

Não cabe a preliminar argüida, pois esta está baseada em uma avaliação de caráter do requerente, que não condiz com a realidade.

 

O requerente possui um imóvel em condomínio e pretende o seu desfazimento, logo, ele é parte legítima para o feito, como titular de um direito.

 

As alegações da requerida são que encobrem um interesse escuso, ilegítimo e imoral, conforme se demonstrará na defesa que se segue.

 

 

II. Da Homologação da Partilha nos Autos nº $[geral_informacao_generica]

da $[geral_informacao_generica]ª Vara de Família

 

A homologação de separação consensual extingue o processo sem julgamento de mérito e uma vez nele contendo a partilha só pode ser anulada se comprovado o vício de vontade que invalide o ajuste, e este não foi o caso, mesmo porque este seria argüido não depois de 6 anos.

 

Ratificado o pedido e subscrito o respectivo termo, exaurem-se as oportunidade de manifestação da vontade individual, iniciando-se a fase de mera fiscalização e homologação; a partir da ratificação, o acordo torna-se irretratável por iniciativa isolada de um só dos cônjuges, somente sendo possível por acordo de ambos.

 

Logo, não cabe neste processo trazer a baila ou discutir partilha amigável e a sua suposta desproporção.

 

"Ad argumentandum tandum", são muito frágeis os argumentos despendidos pela requerida. Senão vejamos:

 

II.I Do Imóvel Hipotecado

 

Caso fosse a vontade do requerente em transferir sua quota parte para a requerida, nada impediria que constatasse em separação consensual este intuito, mesmo sendo o imóvel hipotecado.

 

Haja vista que, acordando naquele processo que a requerida pagaria as prestações junto ao agente financeiro, nada obstaria que transigissem que, na quitação do imóvel, a ex-cônjuge transferisse na totalidade o imóvel para o seu nome.

 

Nada impediria, ainda, que a requerida compusesse renda com uma terceira pessoa para providenciar a imediata transferência do imóvel, não sendo justificativa o fato de não ter como comprovar renda para transferi-lo.

 

II.2 Da Compensação da Partilha

 

A requerida argumenta que, em função da desproporção da partilha homologada, resultaria para si um empobrecimento injustificado.

 

Pois bem, coloquemos o inverso, ou seja, a partilha que defende a requerida. Se houvesse a cessão de direito do imóvel em lide, não haveria o seu enriquecimento ilícito ou sem causa?

 

Vejamos os valores supostamente partilhados, na atualidade.

 

Cônjuge Varão - um $[geral_informacao_generica] ano de fabricação $[geral_informacao_generica] - veículo equivalente a um $[geral_informacao_generica] - ano de fabricação $[geral_informacao_generica] R$ $[geral_informacao_generica] (Guia de preços - Folha de São Paulo - anexo)

 

Cônjuge Virago - um apartamento hipotecado valor atual aproximado $[geral_informacao_generica] R$ $[geral_informacao_generica]

 

- bens móveis e eletrodomésticos $[geral_informacao_generica] no valor de R$ $[geral_informacao_generica](proposta da loja $[geral_informacao_generica] - anexo)

 

Logo, caberia à cônjuge virago o valor aproximado de R$ $[geral_informacao_generica] e ao cônjuge varão R$ $[geral_informacao_generica].

 

Excelência, em vista do exposto o que pleiteia a requerida é o enriquecimento ilícito e não o varão empobrecê-la.

 

Leve-se em conta, ainda, que para o requerente recomeçar a sua vida, teria, pôr época da separação, que locar um imóvel e mobiliar uma residência. Tendo na atualidade um gasto que supriria a diferença entre o veículo e os bens móveis e eletrodomésticos que deixou à requerida.

 

Enfatize-se que, naquela oportunidade, o requerente arcou, sozinho, com as custas do processo de separação judicial e honorários advogatícios, conforme documento anexo.

 

Conclui-se que houve extremo equilíbrio na partilha, sendo, desta forma, criada e improcedente a história de compensação de partilha.

 

Assevere-se, ainda, que não há qualquer acordo extrajudicial que comprove o alegado pela requerida.

 

O ilustre doutrinador Yussef Said Cahali acentua que "Em princípio permitidas transações e transigências recíproca a regra da absoluta igualdade dos quinhões não se impõe como fundamental, $[geral_informacao_generica] Pode ela resultar de livre convenção dos cônjuges maiores e capazes de transigir $[geral_informacao_generica]", Divórcio e Separação, Tomo 1 4ª Edição, pág. 246.

 

II.3 Da Simulação Argüida pela Requerida

 

Declara a requerida, que em Compromisso de Compra e Venda, foi atribuído um valor simbólico de R$ $[geral_informacao_…

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